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Textos com Etiquetas ‘Motivação’

O Poder do Silêncio

7, junho, 2010

O poder do silêncio.

Sempre que chego em um ambiente de desenvolvimento muito quieto, esses onde todos ficam o dia todo com seus fones de ouvidos (nada contra os fones) sem trocar uma palavra, me dá uma sensação um pouco estranha, de que algo pode estar errado ali. O silêncio e o clima do ambiente de desenvolvimento acabam revelando muito sobre como uma empresa desenvolve seus softwares e valoriza seus funcionários.

O individualismo quase sempre leva a uma estrutura egoísta de trabalho, onde cada um se preocupa apenas com seus próprios problemas, sem se dar conta que estes pertencem a todos e sem fazer idéia do que está acontecendo com o restante do projeto. Desta forma o time não colabora, não busca os mesmos objetivos e acabam transformando o desenvolvimento de software em uma atividade monótona e desmotivante.

Em tempos de fábricas de software, as atividades nunca foram tão individualizadas. Muitas empresas ainda veêm uma equipe de desenvolvimento como um conjunto de recursos, substituíveis facilmente, prontos para seguirem os guidelines, padrões e normas que juntos ajudam a eliminar qualquer forma de inovação que poderia emergir.

A comunicação é a ferramenta fundamental para ter sucesso em qualquer projeto. Através dela é possível transformar complexidade em realidade, unir o time e fomentar a motivação.

Rodrigo Branas Comunicação

Brain Dash Board

30, novembro, 2009

Um pouco de psicologia no desenvolvimento ágil de software:

A motivação do grupo é fundamental no desenvolvimento ágil, se cada membro da equipe não revisar seu estado de ânimo a cada dia e a cada iteração acaba ocorrendo um fenômeno psicológico em que forças antagônicas ao trabalho em equipe surgem na psiquê da pessoa (um pequeno ódio do trabalho). A psicologia realmente é fundamental em qualquer ambiente de trabalho pois lidamos com pessoas que pensam vivem e possuem emoções. Concordo em aumentar o enfoque desta parte humana na comunidade ágil pois no processo de migração de metodologias “legadas” acabamos nos preocupando muito somente com o processo e deixando um pouco de lado a parte humana.

Os nutricionistas dizem: “Somos o que comemos” e nós como engenheiros de software dizemos: “Também somos o que pensamos” pois nos alimentamos emocionalmente dos nossos pensamentos. Nossas criações dependem muito da capacidade de raciocínio.

Intuitivamente nosso amigo Paulo Ragonha sugeriu uma nova forma de dash board, a idéia surgiu no início da iteração e apresentou resultados satisfatórios. Em alguns momentos filosóficos no puf chegamos a conclusão de que o novo dash board é uma abstração simplificada de como nosso cérebro funciona. O Cérebro possui uma gigantesca memória, e as informações comumente utilizadas ficam mais próximas do “mecanismo” de raciocínio, no caso do nosso Brain Dash Board (batizado pela equipe) as estórias e tarefas que estamos trabalhando no momento ficam distribuídas no centro (onde existe maior concentração de foco visual da equipe) enquanto as estórias e tarefas não utilizadas ficam na região periférica. Concluímos que existe uma forte tendência do ser humano em replicar fora o que leva dentro e ótimas idéias surgem quando a mente está organizada, como fazemos com o backlog no nosso dash board.

Layout de Dash Board que se parece com o cérebro humano.

Layout de Dash Board que se parece com o cérebro humano.


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admin Auto-gestão, Metáforas

Como (não) motivar a sua equipe

11, setembro, 2009

Durante décadas, se não séculos, os administradores e gestores em geral sempre tiveram uma certeza: Para ter resultados você tem que motivar sua equipe, bonificando-os quando alcançam os resultados.

Parece bastante coerente este pensamento, e realmente é. Não reconhecer o comprometimento de sua equipe e os grandes resultados por eles alcançados não é só pouco humano como também uma grande falha de um líder. A recompensa é algo importante.

Agora vem o porém: lembre-se, recompensa não é pressão! Esse é o ponto em que o mercado hoje falha em perceber, e falha feio. Pressão em ambientes inovadores pode destruir toda a possibilidade de criativadade. Se você considera sua equipe inteligente e se o trabalho de sua equipe exige um mínimo de esforço intelectual, pressão (ou motivação que gere pressão) vai invariavelmente levar sua equipe a um desempenho menor. Você vai ficar frustado.

O vídeo abaixo mostra exatamente este fato, com número e exemplos. Ele explica a diferença entre motivação interna e motivação externa. Mostra a diferença de uma equipe comprometida com um problema que precisa de solução, e não comprometida com alcançar um bônus ou evitar de ser punido. Vale a pena ver.

Esse vídeo foi enviado pelo Jaime Schettini para nossa lista interna de discussão. Obrigado Jaime pelo vídeo!

Rodrigo Machado Auto-gestão

Trabalhando com fatores motivacionais em uma equipe ágil

8, maio, 2009

 

A queda da produtividade do time pode ter suas origens em fatores motivacionais. Percebê-los a tempo é fundamental para que medidas corretivas possam ser tomadas a tempo de restabelecer o foco do time, eliminar o desperdício e reduzir o risco de não conseguir entregar o que foi combinado com o cliente no final da iteração.

Vários fatores podem causar a desmotivação de uma parte ou até de todo o time durante uma iteração. Estórias sem um objetivo claro, atividades decompostas de forma inadequada, complexidade e impedimentos constantes são fatores que podem ser resolvidos pelo próprio time antes e durante o processo de desenvolvimento, evitando a queda de produtividade e de motivação.

Uma estória sem um objetivo claro, pode levar o time por caminhos incertos, causando retrabalho, ao invés de convergir toda a sua força produtiva para contribuir com o aumento do progresso da iteração. As reuniões de planejando têm seu papel fundamental na extração do máximo de informações acerca do escopo de cada estória, tornando o processo de desenvolvimento objetivo e reduzindo a possibilidade de estimativas equivocadas.

Mesmo em uma estória onde não existem duvidas em relação ao que deve ser feito, a forma como a decomposição das atividades é feita serve para guiar o time em meio ao escopo definido, antecipando possíveis impedimentos que podem ocorrer. Além de contribuir positivamente com o foco no que deve ser desenvolvido, é possível mensurar o progresso da estória de uma forma mais precisa, prevendo os atrasos e adiantando as medidas corretivas que podem ser executadas para mitigá-los e garantir a entrega no final da iteração.

Impedimentos podem impactar fortemente a produtividade do time durante uma iteração. Após decompor as estórias é possível, salvo nas primeiras iterações, identificar atividades criticas que possam impedir o desenvolvimento da estória. Antecipar esses impactos é fundamental. Paralelizar a resolução dos impedimentos das estórias seguintes com o desenvolvimento das estórias atuais abre caminho para o processo produtivo seguir livremente, com menos interrupções.

Manter um canal de comunicação sempre aberto, ajuda a diminuir o risco de deixar que problemas se agravem e comprometam a entrega do time no final da iteração. Quando todos se envolvem e passam a agir como uma equipe comprometida, as barreiras técnicas são superadas, os impedimentos são resolvidos mais facilmente e os bons resultados vêm naturalmente.

Rodrigo Branas Auto-gestão, Comunicação