Value Stream Mapping
durante o Restrospective Meeting
Durante um Restrospective Meeting qualquer:
Ok, não foi bem assim, mas o Eduardo me ajudou a identificar um desperdício na maneira com que tratamos nossos Retrospective Meetings durante esta conversa.
Me digam, sempre que fizemos retrospectivas utilizamos os SWOT certo? É isso aí, o SWOT tem várias características ótimas para as retrospectivas. Ele formaliza as informações e organiza as informações de uma maneira que podemos identificar pontos que devem ser conservados (forças / strengths), pontos que devem ser trabalhados (fraquezas / weaknesses), pontos que devem ser explorados (oportunidades / opportunities) e pontos que devem ser evitados (ameaças / threats).
Mas me digam qual é a contribuição do SWOT para levantarmos todos estes pontos. Pouca não é verdade?
Pois bem, é aí que entra o Value Stream Mapping.
No final das contas queremos melhorar nosso processo durante a restrospectiva não é mesmo? Mas por que queremos melhorá-los? Bem, queremos melhorá-los porque assim eles podem conferir mais valor para nossos clientes e a nós mesmos. Parece óbvio agora, e no momento que percebi isso mudei minha idéia quanto ao Value Stream Mapping. Para melhorar o processo no sentido de elevar o valor gerado temos que mapear processo e valor, e é exatamente isto que faz o Value Stream Mapping...
Como funciona?
Ok, primeiro, o que é o Value Stream Mapping?
O Value Stream Mapping (VSM) decreve nosso processo, todas as atividades que nosso Stream (cadeia de processos) tem para que possamos gerar o Value (valor). No caso da reunião de retrospectiva mencionada acima, levantamos o VSM de uma iteração, onde o valor é entregar software funcional para o cliente em um ambiente agradável para todos os Stakeholders do projeto. Levantar o VSM foi fácil, é só olhar a divisão das atividades de uma iteração feita pelo Scrum:
- Sprint Planning 1 (Levantamento de escopo preliminar e pré-seleção das estórias a serem estimadas);
- Estimation Meeting (Estimativa do Product Backlog pré-selecionado);
- Sprint Planning 2 (Seleção e priorização do Product Backlog, resultando no Selected Backlog);
- Desenvolvimento
- 4.1 Testes / Quality Assurance;
- 4.2 Implementação.
- Review Meeting;
- Retrospective Meeting.
"Show! Mas como é que isso aí ajuda na retrospectiva??", alguém pode perguntar. É fácil!
O SWOT não nos questiona sobre como criamos valor, mas o VSM o faz! O que fizemos durante a reunião foi questionar-nos em como estávamos desempenhando cada uma destas atividades. Isto nos ajudou a identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças em cada atividade. Nunca foi tão fácil preencher um SWOT ;)
Vejam como o VSM puxa a análise. É uma maneira eficaz de fazer o levantamento.
"Legal! Mas e como eu posso levantar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças para outras coisas também relevantes durante a retrospectiva, como por exemplo, melhorar a visibilidade do cliente ou o Knowledge Base da OnCast como um todo?"
Muito simples meu caro amigo. Pergunte-se duas perguntas: Qual é o valor que queremos? (melhorar a visibilidade do cliente e melhorar o Knowledge Base neste exemplo) e Como conseguimos este valor hoje? (que no final das contas é o VSM destes valores).
Com o VSM é só refletir sobre cada uma de suas atividades ou processos e pronto! Um SWOT novinho!
É isso aí pessoal! Value Stream Mapping + SWOT, uma combinação de sucesso!
Na próxima vou falar sobre outra ferramenta que nos ajudou nesse mesmo Restropective Meeting: O Plano de Ação! Wait and see ;)
Rodrigo Carvalho Machado
é Diretor de Tecnologia da OnCast
e também atua como Scrum Master.